quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Se tu existisses, amor



Se tu existisses, amor, virias todos os dias saciar a tua sede na fonte dos meus beijos
Virias, pela manhã, acordar meu olhar cansado de não te ver, tocar meus cabelos e acariciar meu sorriso de madrugada...
Virias à noitinha, cantar-me ao ouvido uma canção de embalar para eu adormecer
E trarias todos os pássaros do mundo para me despertar do sono
Se tu existisses, amor, repousarias a meu lado, à tarde, quando nossos dois corpos cansados, pedissem o nosso aconchego
E à noite, adormecerias comigo ao luar, contando as estrelas bem longe
Se tu existisses, amor, os sonhos já não seriam só meus, pois existiriamos os dois num só Sonho...

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Na concha


Fechada na sua concha tecia a teia dos sonhos
Emaranhava-se nas linhas da vida, esculpia os caminhos...e...saía...
Encontrava-se com outras conchas  por essas praias
Tal como ela, eram pérolas perdidas nos mares da solidão
Dormiam à noite na areia, olhando as suas irmãs estrelas

Encontro


E quando o teu sorriso pousar no meu
quando os teus olhos se fundirem nos meus
Eu não serei mais eu...
O teu corpo não será mais teu
O meu corpo não será mais meu
E as tuas mãos, entrelaçadas nas minhas, farão uma prece aos Céus...
Teremos asas e voaremos perdidos e livres no cântico de uma só alma

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Sol e Lua


Sob o Sol ergue-se a Lua,
tímida, nua, exuberante
O Sol observa-a e toca-lhe a pele húmida e fria
Bastaria o seu pequenino raio quente
Para a Lua resplandecer
Sua pele seria brilhante
Seus cabelos não mais seriam negros
E os dois dançariam na Via Láctea
Perante o olhar das estrelas
Dois, amantes eternos, belos
apaixonados gloriosos

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Ilusão


E sigo, embriagada no fulgor dos meus sentidos
Buscando a eterna ilusão do Ser no Não Ser
Janelas por abrir, véus por destapar, florestas por desbravar na memória dos registos
Seguem meus passos para a Terra do Nunca ou talvez do Sempre
Sigo ofuscada pelo o que os meus olhos vislumbram,
Cega perante a Luz que me atravessa
Sou restea do que Sou
Quero acordar deste Sonho!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Renasce



Não resvales o teu coração em terrenos movediços
Ausculta-o antes, apalpa-o e sente-lhe o sangue palpitante dos desejos escondidos por entre a fibra quente dos tecidos
Penetra-te e vislumbra-te, sente-te e revive-te!
Transgride os terrenos se neles não encontras os caminhos
Salta de poça em poça no chão molhado de lágrimas, salta no meio do abismo mas nunca deixes escorregar o coração
Sente a febre da Vida atacar-te as entranhas  como uma fera selvagem a roer-te os sentidos...e depois de não restar nada nos escombros das cinzas, ergue-te cintilante, rejubilante, incandescente, por entre as brumas caídas e apagadas dos caminhos...

sábado, 2 de janeiro de 2016

Às doze badaladas



Às doze badaladas
o coração pulsou
o mundo parou...

A magia aconteceu!

O encanto dos contos de fadas despertou
A Lua sorriu e as estrelas lançaram fogos em farrapos resplandescentes
Um sorriso azul, um  raio de Luz brilhante e quente surgiu, por entre a  multidão...
Trazia nos olhos os meus olhos, na alma verde esmeralda a esperança de um novo ciclo
Nas palavras a sabedoria das horas passadas e das horas vindouras
Trazia um abraço pronto para acordar um coração dormente...

Às doze badaladas a magia aconteceu!

Seria apenas uma miragem , ou um sonho ou um recomeço..