segunda-feira, 21 de julho de 2014
Quando não estás aqui
Quando não estás aqui...eu já não sou mais eu...
Meu corpo procura o teu no lençol branco onde desenhaste os contornos do teu corpo ...
Minhas mãos tentam encontrar-te na escuridão da noite...
Minha voz sussurra teu nome em vão...
Tu não vens..tardas...pelos caminhos tortuosos duma vida...
Minha boca procura o beijo prometido num botão de rosa...
Teu coração ficou tatuado no meu, tua alma perpetuou-se na minha...
Mas tu não vens, tardas...
E eu não sou mais eu...
Quando não estás aqui...
terça-feira, 1 de julho de 2014
Esperando por ti...esperando por mim...
Sentada na soleira da porta, entardecia...eu esperava por ti...não chegavas...
Uma lágrima teimava em rolar pela minha face cansada, sulcada pelas rugas de uma vida de esperas...
Tardavas...e eu via o teu sorriso que perdi algures no tempo, o teu olhar inocente de menino que eu quero ainda abraçar...
Entardecia...o Sol caía no horizonte...a saudade ...a ânsia de te voltar a abraçar pulsava no meu peito...
Eras tu que surgias finalmente na noite já escura..
mas... era eu...eu que me encontrava outra vez nos teus braços que outrora abraçara, entrelaçando nossas almas junto aos corações ainda sôfregos de uma brisa de Vida...
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Há quanto tempo?
Há quanto tempo não tens tempo?
Há quanto tempo não paras para ouvir bater teu coração?
Há quanto tempo não paras para sentires os raios de sol que te acariciam a pele?
Há quanto tempo não te deitas à sombra de uma árvore a abraças contra teu peito?
Há quanto tempo não paras para ouvir os risos das crianças e não brincas com elas?
Há quanto tempo não te deitas no chão sob um céu estrelado e contas as estrelas?
Há quanto tempo não paras para abraçar teus amigos, para namorar e beijar, para amar?
Há quanto tempo não paras para sentir os aromas: de terra molhada, brisa do mar, perfume de flor...?
Há quanto tempo não paras para sentir as gotas da chuva caindo?
Há quanto tempo não paras para pisar uma folha seca de Outono, caída na borda da estrada?
Há quanto tempo não paras para sentir a brisa do vento que passa, o chilrear de um pássaro que voa?
Há quanto tempo não agradeces por estares vivo?
Há quanto tempo não choras, não ris, não gritas como uma criança?
Há quanto tempo não és criança?
Há quanto tempo não paras para sonhares acordado?
Há quanto tempo não escreves um fragmento do livro da tua vida?
Há quanto tempo não celebras o maior sonho da tua Vida - TU?!...
segunda-feira, 9 de junho de 2014
De regresso ao ventre materno
De regresso ao ventre materno...
Onde tudo nasce, tudo jaz...
Onde todas as coisas permanecem na intemporalidade...
Onde só há paz...
Refúgio de uma vida, pulsares de outras galáxias,
músicas quentes num toar de corações que se tocam...
Vida dentro de outras Vidas...
Ser Uno...
e ...cintilar de um Mundo para onde regresso...
Ventre Materno..onde só há Paz!...
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Perguntei ao vento
Perguntei ao vento porque me leva as perguntas e não me traz as respostas...
Perguntei ao vento porque me traz a saudade e me quer levar as lembranças...
Perguntei ao vento porque me deixa as memórias e não me leva os sonhos...
Perguntei ao vento porque leva e traz tudo num constante corropio que me tolda a cabeça...
porque não volta tal como as andorinhas em manhã de Primavera...porque não fica num beijo esquecido do tempo...
Vento que vais e vens...lembra-te que alguém espera... esperança vã na infinitude e eternidade das coisas...vento efémero, vento agreste, passa e acaricia quem por ti espera que tragas os segredos ditos ao ouvido na ausência dos momentos ternos!...
terça-feira, 20 de maio de 2014
Descendo ao Inferno de Dante
Desces ao Inferno de Dante,
queres purgar os crimes que não cometeste...
Tento resgatar-te, mas nessas profundezas não te encontro...
Debates-te, qual guerreiro incansável, contra os monstros recônditos no breu ,
dores lancinantes de um choro engolido...
Perdido nessa selva escura, tentas encontrar o teu caminho...
Em vão estendo meus braços e quero resgatar-te...
Eis que surge um monte, íngreme... sobes, sem medo...
seguido de longe, pela Pantera, Leão e a Loba... pecados inconfessáveis e não cometidos..
encontras teu amigo, tu próprio, surgido da tua escuridão,
saído das trevas, finalmente tens minhas mãos, que te esperam, ansiosas...
ainda trémulas de medo, esplendorosas, entrelaçamos seus dedos...
e da escuridão sai a Luz, gloriosa e resplandecente..
e tu brilhas para sempre nesta promessa de Amor Eterno...
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Percorrendo a Via Láctea
Adormecemos nos braços das estrelas, sob o olhar atento da Lua...
Percorremos a Via Láctea ... encontrei o teu peito onde descansei do meu cansaço...
Transportámos o nosso Sonho nessa Esperança outrora perdida mas reencontrada em cada novo amanhecer dos teus olhos...
Acordámos deitados no calor quente de um raio de sol!...
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